Capítulos

Manejo da hipertensão arterial no diabetes

A hipertensão arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível multifatorial, caracterizada por elevação persistente da pressão arterial sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou da pressão arterial diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg e que depende de fatores genéticos, epigenéticos, ambientais e sociais, sendo classificada pelos níveis pressóricos.

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Manejo da retinopatia diabética

A retinopatia diabética (RD) é uma complicação microvascular comum e específica do diabetes mellitus (DM).1 Uma metanálise, de 35 estudos com mais de 20 mil pacientes estimou as prevalências de RD, edema macular (EMD) e RD com risco de perda de visão respectivamente em 34,6%, 6,8% e 10%.2 A RD está consistentemente associada a outras complicações do diabetes, e sua gravidade está ligada a um maior risco de desenvolvimento de complicações micro e macrovasculares.3 O diagnóstico da RD aumenta a probabilidade de doença renal, acidente vascular cerebral e doença cardiovascular.2,3

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Manejo da síndrome hiperglicêmica hiperosmolar não cetótica (SHHNC)

Autores: Augusto Cezar Santomauro Jr, Ana Teresa Santomauro, Carolina Couto Magalhães Camargo Barbosa, Roberto Abrão Raduan, Emerson Cestari Marino, Rodrigo Nunes Lamounier.Editor Chefe: Marcello BertoluciDOI: 10.29327/5660187.2025-5 | Cite este artigo Introdução Como extremos da descompensação do diabetes, temos a cetoacidose diabética (CAD) e a Síndrome Hiperglicêmica Hiperosmótica Não Cetótica (SHHNC), também conhecida como Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico (EHH).  Apesar dos critérios diagnósticos definidos e dos diversos protocolos de tratamento, ambos ainda são causas importantes de morbimortalidade 1. A SHHNC é uma emergência médica que requer reconhecimento e tratamento imediato 2. A SHHNC requer uma abordagem própria e, apesar de mais prevalente em

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Manejo da terapia antidiabética no DM2

Autores: Ruy Lyra, Luciano Albuquerque, Saulo Cavalcanti, Marcos Tambascia, Wellington S. Silva Júnior e Marcello Casaccia BertoluciÚltima revisão em: 12/09/2024DOI: 10.29327/5412848.2024-7 | Cite este Artigo Introdução O tratamento do diabetes tipo 2 (DM2) evoluiu de uma visão focada no controle da glicemia para uma abordagem ampla, abrangendo proteção cardiorrenal, controle da obesidade e intensificação oportuna do controle glicêmico, buscando reduzir complicações a longo prazo. O controle glicêmico é essencial para a prevenção de complicações micro e macrovasculares relacionadas ao diabetes. Grandes ensaios clínicos randomizados (UKPDS, ADVANCE) mostraram a eficácia da redução sustentada da hemoglobina glicada (HbA1c) para abaixo de 7%

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Manejo da terapia antidiabética no DM2

Autores: Ruy Lyra, Fernando Valente, Luciano Albuquerque, Saulo Cavalcanti, Marcos Tambascia, Wellington S. Silva Júnior e Marcello Casaccia BertoluciEditor chefe: Marcello BertoluciÚltima revisão em: 16/07/2025DOI: 10.29327/5660187.2025-14 | Cite este artigo Introdução O tratamento do diabetes tipo 2 (DM2) evoluiu de uma visão focada no controle da glicemia para uma abordagem ampla, abrangendo proteção cardiorrenal, controle da obesidade e intensificação oportuna do controle glicêmico, buscando reduzir complicações a longo prazo.  O controle glicêmico é essencial para a prevenção de complicações micro e macrovasculares relacionadas ao diabetes. Grandes ensaios clínicos randomizados (UKPDS, ADVANCE) mostraram a eficácia da redução sustentada da hemoglobina glicada

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Manejo do risco cardiovascular: dislipidemia

É bem conhecido que o diabetes tipo 2 se associa a aumento de morbimortalidade cardiovascular. Pacientes com diabetes tipo 2 têm a incidência de doença cardiovascular e de acidente vascular isquêmico aumentada em duas vezes a quatro vezes, e a mortalidade aumentada em 1,5 vez a 3,6 vezes. O diabetes tipo 2 também aumenta o risco de insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e complicações microvasculares.

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Manejo dos dias de doença no DM1

Autores: Monike Lourenço Dias Rodrigues, Luis Eduardo Calliari, Melanie RodackiEditor Chefe: Marcello BertoluciÚltima revisão em: 17/08/2023DOI: 10.29327/5238993.2023-1  | Cite este Artigo Introdução Pessoas com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) frequentemente apresentam intercorrências clínicas agudas, especialmente durante infecções febris, capazes de alterar momentaneamente as necessidades de insulina.  A hiperglicemia, nestes casos, é causada por um aumento da liberação de hormônios contrarreguladores em resposta ao estresse, como cortisol, glucagon, hormônio de crescimento e adrenalina. Esses hormônios aumentam a glicogenólise, a gliconeogênese e a resistência periférica à ação da insulina, levando a tendência de elevação glicêmica e ao aumento na produção de corpos cetônicos,

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Metas no tratamento do diabetes

Em pacientes com diabetes, o controle glicêmico deve ser individualizado de acordo com a situação clínica. Os parâmetros de avaliação indicados são a hemoglobina glicada A1c (HbA1c) e as glicemias capilares (ou plasmáticas) determinadas em jejum, nos períodos pré-prandiais, 2h após as refeições e ao deitar. Mais recentemente, com o advento da monitorização contínua de glicose (CGM), foram incorporados novos parâmetros, como o tempo no alvo (TIR – Time in Range), o tempo em hipoglicemia, o coeficiente de variação e a glicemia média estimada.

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O paciente idoso com diabetes

Autores: Fabio Moura, João Eduardo Nunes Salles, Fernando Valente, Bianca de Almeida-Pititto, Reine Marie Chaves Fonseca, Walter Minicucci, Jonas Gordilho Souza, Marco Tulio Gualberto Cintra e Saulo CavalcantiPosicionamento conjunto com a Sociedade Brasileira de Geriatria e GerontologiaEditor chefe: Marcello BertoluciDOI: 10.29327/5660187.2025-13 | Cite este artigo Introdução No Brasil, o IBGE considera a pessoa idosa pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.1 Apesar deste critério cronológico, há grande heterogeneidade nesse grupo, que deve ser considerada para o manejo adequado do diabetes mellitus (DM).  Dados nacionais de prevalência de diabetes pela pesquisa VIGITEL (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção

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Peculiaridades do tratamento da criança com DM1

Autores: Rafael Machado Mantovani, Marcia Puñales, Susana Viegas Chen, Monica Andrade Lima GabbayEditor Chefe: Marcello BertoluciÚltima revisão em: 11/04/2023DOI: 10.29327/5238993.2023-2  | Cite este Artigo Introdução O tratamento de crianças com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) envolve grandes desafios peculiares à faixa etária, como irregularidades no padrão de alimentação, do sono, da  atividade física, necessidade de doses menores de insulina, maior risco de hipoglicemia noturna e maior variabilidade glicêmica. Além disso, crianças menores, nem sempre conseguem referir adequadamente os sintomas para auxiliar o tratamento realizado por seus cuidadores.  A terapia insulínica intensiva, especialmente aliada a avanços tecnológicos, é o objetivo comum

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